Contribuição da dieta para os níveis de ácido úrico no sangue: metanálise de coortes populacionais
Evaluation of the diet wide contribution to serum urate levels: meta-analysis of population based cohorts
O que o estudo mostra
Os pesquisadores analisaram dados de cinco coortes americanas, com 16.760 adultos de ascendência europeia sem doença renal ou gota, que tinham dosagem de ácido úrico, questionário alimentar e dados genéticos. Sete alimentos foram associados a ácido úrico mais alto, como cerveja, destilados, vinho, refrigerantes e carne vermelha, e oito a valores mais baixos, como ovos, amendoim, queijo e leite desnatado. Padrões alimentares saudáveis se associaram a níveis menores, mas cada padrão explicou no máximo 0,3% da variação entre as pessoas. Já as variantes genéticas comuns explicaram 23,9%. A conclusão é que, na população geral, a genética pesa muito mais que a dieta nos níveis de ácido úrico. O desenho transversal não permite falar em causa.
- Cerveja, destilados, refrigerantes e carne vermelha associaram-se a ácido úrico mais alto.
- Padrões alimentares explicaram no máximo 0,3% da variação do ácido úrico.
- Variantes genéticas comuns explicaram cerca de 24% da variação.
Resumo escrito pelo Time Piantare a partir do estudo, para leitura em português. Não substitui o artigo nem uma consulta. Conteúdo educativo, não é diagnóstico.
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