Frequência de predisposição genética à doença celíaca em doadores de sangue de São Paulo
PREVALENCE OF GENETIC SUSCEPTIBILITY FOR CELIAC DISEASE IN BLOOD DONORS IN SÃO PAULO, BRAZIL
O que o estudo mostra
A doença celíaca é uma intolerância permanente ao glúten com forte componente genético, ligado às variantes HLA-DQ2 e HLA-DQ8. Os pesquisadores testaram essas variantes em 404 doadores de sangue de São Paulo e Jundiaí e, nos que as tinham, mediram o anticorpo antitransglutaminase, usado para rastrear a doença. Quase metade dos doadores (49%) tinha DQ2 ou DQ8, frequência parecida com a descrita na Europa. Entre esses, 5% tiveram o anticorpo positivo. Os autores concluem que a doença celíaca não deve ser rara no Brasil, e sim pouco diagnosticada. Ter as variantes indica predisposição, não doença, e a amostra de doadores pode não representar toda a população.
- 49% dos doadores tinham as variantes genéticas HLA-DQ2 ou DQ8.
- 5% dos portadores tiveram anticorpo da doença celíaca positivo.
- Os autores sugerem que a doença celíaca é subdiagnosticada no Brasil.
Resumo escrito pelo Time Piantare a partir do estudo, para leitura em português. Não substitui o artigo nem uma consulta. Conteúdo educativo, não é diagnóstico.
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