Vitamina B12 elevada e câncer na atenção primária do Reino Unido: coorte da base THIN
Elevated Vitamin B12 Levels and Cancer Risk in UK Primary Care: A THIN Database Cohort Study
O que o estudo mostra
Os autores analisaram 757.185 pessoas que dosaram vitamina B12 no sangue em consultórios de atenção primária britânicos, excluindo quem tinha B12 baixa, câncer prévio ou tratamento com B12. Em cerca de 2,9 milhões de anos de acompanhamento, surgiram 33.367 cânceres. Quem tinha B12 acima de 1.000 picomols por litro teve cerca de 4,7 vezes mais diagnósticos de câncer no ano seguinte do que quem tinha valores normais, sobretudo de fígado, pâncreas e do sangue. Os autores interpretam que alguns cânceres alteram o metabolismo da B12, e não o contrário. B12 alta sem explicação pode merecer investigação. O estudo é observacional e não mostra que a vitamina cause câncer.
- B12 acima de 1.000 pmol/L associou-se a 4,7 vezes mais câncer no ano seguinte.
- Associação mais marcada com câncer de fígado, pâncreas e do sangue.
- Os autores sugerem que o câncer altera a B12, e não o inverso.
Resumo escrito pelo Time Piantare a partir do estudo, para leitura em português. Não substitui o artigo nem uma consulta. Conteúdo educativo, não é diagnóstico.
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