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Redação · Bastidores · Carreira

Não preciso saber tudo para contribuir

De autônoma a COO: o que estou aprendendo sobre insegurança, erros, mudanças de rota e o trabalho que entra em casa.

Publicado13 out 2026
Leitura4 min
Caroline Camargo, COO da Piantare, ao lado do título do texto

Sempre fui autônoma. Antes da Piantare, eu tomava as minhas decisões sem me preocupar tanto se estava pensando certo ou errado aos olhos de outras pessoas. Entrar numa empresa em construção, com responsabilidade sobre a operação, mudou isso.

A insegurança de viver algo novo

Muitas vezes me sinto insegura por estar vivendo algo completamente novo e por reconhecer o tamanho da responsabilidade de construir. Tenho aprendido a lidar com o receio de errar, de não corresponder às expectativas e de não estar enxergando todas as possibilidades.

A virada veio quando entendi uma coisa simples: não preciso saber tudo para contribuir. Preciso estar disposta a aprender, perguntar e buscar soluções.

Errar, aprender, fazer diferente

Imprevistos fazem parte da construção, e nem tudo depende só de nós. Errar faz parte. O que importa é reconhecer o erro, aprender com ele e fazer diferente na próxima vez. Estou aprendendo a buscar solução em vez de ficar presa ao problema, e a ter paciência com o que eu não controlo.

Mudar de estratégia não significa fracassar. Significa reconhecer que existe um caminho melhor.

Autocrítica na medida

Tenho buscado avaliar todos os dias se estou fazendo um bom trabalho, onde posso melhorar e como posso contribuir mais. Ao mesmo tempo, estou aprendendo a equilibrar essa autocobrança com o reconhecimento do quanto já evoluí. Receber uma crítica e transformá-la em crescimento é uma habilidade, e ela se treina.

Percebi também que crescer profissionalmente exige amadurecimento emocional. Ouvir, questionar, propor soluções e assumir responsabilidades cada vez maiores: é isso que eu quero continuar desenvolvendo.

O que eu levo para casa

Trabalhar numa empresa de saúde e longevidade ampliou a minha visão sobre prevenção e qualidade de vida, e esse conhecimento entrou na minha casa. Como mãe, é muito especial poder transmitir isso para a minha filha: quero que ela cresça entendendo a importância de cuidar da saúde, buscar conhecimento, acreditar nos próprios sonhos e viver com propósito.

O trabalho pode ir muito além de uma profissão quando aquilo que a gente faz está conectado com a vida que quer construir. Se você também está começando algo novo e se sente insegura, fica o meu recado: a vontade de aprender vale mais do que ter todas as respostas.

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